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 Centros comunitários ajudam a manter jovens de Honduras fora das ruas

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Estudantes usando o computador de um dos centros perto de Tegucigalpa, Honduras. Foto cedida pelo Rotary Club de Tegucigalpa

Rotarianos de sete clubes da capital hondurenha, Tegucigalpa, se uniram para financiar dois centros comunitários para jovens de alguns dos bairros mais pobres da cidade.

Os centros estão sendo criados graças ao financiamento inicial de Rotary Clubs e o apoio da Regional Youth Alliance, um projeto da USAID, e da organização sem fins lucrativos Save the Children.

Os centros foram fundados em 2009 nos bairros de Buenas Novas e Villafranca, que juntos possuem 22.000 habitantes, e são considerados como umas das áreas mais pobres da cidade.

“Estes dois bairros são de alto risco, onde gangues e traficantes atuam”, disse o rotariano Guillermo Enrique Valle, que coordenou o projeto para os Rotary Clubs de Tegucigalpa e o Grupo Rotarianos em Ação pela População e Desenvolvimento. “Para os jovens, em vez de irem para a escola, eles estão sendo recrutados por gangues e traficantes. Este é um ciclo vicioso, difícil de se sair”.

A Save the Children administra os centros, que são abertos a crianças e adultos de 10 a 29 anos de idade. Eles visam prevenir a violência e proporcionar um ambiente seguro para os jovens fazerem seus deveres de casa, praticarem esportes e aprenderem uma vocação.

“Muitos destes jovens já estão atrasados ou fora da escola. A ideia é ajudá-los a ter um futuro, antes que se tornem delinquentes,” disse Valle, presidente do Rotary Club de Tegucigalpa.

Valle diz que os rotarianos de Honduras pretendem apoiar ainda mais os centros. “Queremos ter um centro por clube, e temos um total de 29 clubes”.


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