Bolsista do Rotary contribui para melhorar a assistência médica no Uruguai
Por Arnold R. Grahl
Rotary News -- 12 de outubro de 2012
Julia Lukomnik participa de um projeto com a organização Habitat for Humanity enquanto estuda como bolsista do Rotary em Montevidéu, Uruguai.
Foto cedida por Julia Lukomnik
Julia Lukomnik, bolsista do Texas (EUA), está trabalhando em prol da melhoria da assistência médica em certas regiões de Montevidéu, no Uruguai.
Ela está lá para fazer mestrado em Administração em Saúde no Centro Latinoamericano de Economia Humana, patrocinada por um Subsídio Global da Fundação Rotária que apoia a área de enfoque prevenção e tratamento de doenças.
"O conceito de vulnerabilidade na área da saúde se refere a grupos que, por diferentes razões, são marginalizados e, assim, encontram dificuldades em conseguir o tipo de cuidados médicos de que necessitam, o que é um direito de todos", explica Lukomnik. "Espero que meu mestrado me dê os recursos de que preciso para levar meu trabalho adiante."
Lukomnik se candidatou a um Bolsa Educacional pelo Distrito 5890 depois de ouvir dois ex-bolsistas falarem sobre suas experiências na universidade em que estudava. Quando sua inscrição foi aprovada, no entanto, o distrito havia se tornado um dos pilotos do Plano Visão de Futuro, cuja estrutura não engloba Bolsas Educacionais.
Sendo assim, ela teve que optar por uma bolsa de estudos do Rotary financiada por Subsídio Global, que patrocina estudos de um a quatro anos de duração. No caso de Lukomnik, o mestrado é de dois anos.
Depois de terminar a faculdade, ela tinha certeza de duas coisas: queria ir para a América Latina e queria trabalhar em prol da melhoria da saúde. A Missão do Rotary e as metas da bolsa de estudos se encaixaram perfeitamente em seus planos.
Em Montevidéu, Lukomnik trabalha meio período para uma organização que está avaliando as necessidades de saúde da população transexual do Uruguai, que têm altos níveis de HIV/aids. Cuidados preventivos para evitar comportamentos de alto risco não têm sido aceitos.
"Nosso estudo procura entender o motivo deste comportamento para usarmos tais informações no treinamento de funcionários da área médica, ensinando-lhes a interagir com a população para melhor atender às suas necessidades", ela conta. "Não é primeira vez que trabalho com populações vulneráveis, mas é a primeira vez que participo de uma iniciativa de base, o que tem sido uma ótima experiência."
Em seus estudos, Lukomnik está aprendendo a administrar organizações da área de saúde para que elas se adaptem a mudanças e evoluam conforme necessário. Ela diz que a imersão em uma cultura diferente tem contribuído muito para seu amadurecimento.
Segundo Lukomnik, apenas quando nos distanciamos daquilo que nos é familiar podemos refletir sobre nossa própria cultura e estilo de vida, e identificar aquilo que gostaríamos de mudar. "Estas experiências vão fazer parte da minha vida para sempre."